sexta-feira, 29 de julho de 2016

Livros da semana - 8

Verifique se as edições em papel tem versão digital, compatível com Kindle (ou similares), smartphone ou tablet. Pode custar a metade do preço. 

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Asas da Loucura


416 páginas

O premiado jornalista americano Paul Hoffman narra a verdadeira e extraordinária história da vida de Alberto Santos-Dumont e dos primórdios da aviação. Fruto de minuciosa e abrangente pesquisa, Asas da Loucura explora, sem mitificação, os aspectos pessoais da vida do aviador e os detalhes de sua personalidade controversa. Retrato sincero de um homem que contribuiu de forma única para a conquista dos céus pelo homem. 

A infância em Minas Gerais, cercado pelas obras de Júlio Verne e pelas narrativas históricas dos primeiros voos em balões. A chegada em Paris e as experiências inéditas com o balonismo e os dirigíveis. A inventividade e a ousadia nos costumes que fizeram do reservado brasileiro celebridade na capital francesa. A ousada circunavegação da Torre Eiffel, em 1901, diante de uma plateia boquiaberta. A tão sonhada fama e o carisma que o tornaram, durante um determinado período, o homem mais célebre do mundo. Os distúrbios psicológicos e a morte precoce cujas circunstâncias são, pela primeira vez, reveladas integralmente. Todos esses elementos participam da construção de uma personalidade contraditória e singular. 

Desde pequeno, na imensa e remota fazenda de café do pai em Minas Gerais, Santos Dumont já demonstrava grande fascínio pelo funcionamento das imponentes máquinas moedoras de café e por motores de toda espécie. Tinha duas obsessões em mente: a primeira era voar; a segunda, alcançar a fama. 

Na virada do século, se muda para Paris. Em pouco tempo, o extravagante e impecavelmente bem-vestido aviador já passeia pelos bares e restaurantes da cidade. Depois de vencer a competição internacional de construção do primeiro avião de verdade, é consagrado pela imprensa como o conquistador dos ares - na época, a notícia dos primeiros voos dos irmãos Wright, grandes rivais do brasileiro ao título de pais da aviação, ainda não chegara à Europa. 

Os anos de glória, porém, seriam breves. Humanitário pacifista, Santos Dumont testemunhou com grande desgosto a capacidade de destruição dos aviões durante a Primeira Guerra Mundial. A consagração dos irmãos Wright foi outro motivo de contrariedade. Cada vez mais recluso, o brasileiro seria diagnosticado com esclerose múltipla com apenas 36 anos. O homem que conheceu cedo a glória terminaria seus dias mergulhado na loucura e no desespero. A história de um homem atormentado, que contribuiu de forma decisiva para a modernidade e simbolizou o espírito torturado do século XX.
                                                    

Histórias Secretas

Os Bastidores dos 40 Anos de Playboy no Brasil



256 páginas


A revista Playboy foi um marco. Tinha uma equipe de profissionais de alto nível, tornando-se referência pelas entrevistas diferenciadas e ousadas com celebridades e políticos, pelo projeto gráfico-visual inovador e pelas grandes mulheres que se despiam para seus leitores.

Este livro reúne as memórias de 15 profissionais que atuaram em Playboy de 1975 a 2015, entre eles jornalistas, fotógrafos e ex-diretores. Cada capítulo revela uma face da publicação, desde as ideias iniciais de concepção da revista, passando pelas negociações com as garotas de capa e as aventuras para garantir as entrevistas exclusivas, além das mudanças que a edição brasileira, a de maior sucesso entre todas as edições de Playboy.
                                                       


Led Zeppelin

Quando os Gigantes Caminhavam Sobre a Terra


554 páginas

Após 40 anos de sua formação, em um porão da Chinatown de Londres, surge a primeira biografia realmente definitiva de um dos grupos de rock mais famosos e importantes do mundo, o Led Zeppelin.
Eles foram o último grande grupo da década de 1960; o primeiro da década de 1970. Surgiram das cinzas dos Yardbirds para se tornar um dos grupos de rock de maior vendagem de todos os tempos.

Mick Wall, respeitado jornalista musical, conta a história do conjunto que escreveu o manual do excesso na estrada - e acabou pagando por ele o preço do desastre, da dependência de drogas e da morte. "Quando os Gigantes Caminhavam sobre a Terra" revela pela primeira vez a verdadeira extensão do interesse do líder da banda, Jimmy Page, pelo oculto, e vai até os bastidores para mostrar a verdade por trás da fama. Wall também conta, numa série de flashbacks imaginários, histórias da vida dos cinco integrantes que transformaram o sonho do Led Zeppelin em uma realidade ainda mais incrível.

Um livro que, acima de tudo, percorre a fascinante história do Led Zeppelin a partir da íntima convivência com o grupo. É o resultado de anos de pesquisa e se baseia não apenas em entrevistas individuais com todos os membros da banda - além de outras feitas por pessoas que os conheciam e trabalhavam com eles -, mas também na visão que só pode ser adquirida por alguém que passou três décadas no meio musical ao lado dos maiores artistas. É o registro perfeito e definitivo de um dos maiores grupos de rock and roll que o planeta já viu.                                                    


Viagem Ao Redor Da Garrafa

Um Ensaio Sobre Escritores E A Bebida

Olivia Laing
324 páginas
Misto de reportagem, crônica, biografia e crítica literária, Viagem ao redor da garrafa: Um ensaio sobre escritores e a bebida destrincha a relação – física, química, psicológica e social – entre a humanidade e o álcool por meio das conturbadas trajetórias de gênios das letras norte-americanas: F. Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway, Tennessee Williams, John Berryman, John Cheever e Raymond Carver. A britânica Olivia Laing se lança em uma jornada pelos Estados Unidos e por suas próprias memórias familiares para buscar uma conexão entre alcoolismo, comportamento autodestrutivo e criatividade.

O título une-se aos recém-lançados A Comuna de Paris e Cubiculados no Anfiteatro, o selo de debates e ideias da Rocco. Nascida em um lar governado pela bebida, Laing quer entender as causas e os efeitos do alcoolismo – ou, mais especificamente, por que os escritores bebem e que consequências esse hábito tem sobre o corpo da literatura. E as experiências desses seis autores parecem se complementar e se refletir umas às outras, interlaçadas por mães autoritárias e pais fracos, inadequação, conflitos de sexualidade, tendências suicidas e mortes prematuras.

Ainda assim, não obstante a tragédia que parece dar o tom a suas vidas, eles foram responsáveis por alguns dos mais belos textos de todos os tempos. “Muitos são os livros e artigos que se regozijam ao descrever quão grotesco e vergonhoso pode ser o comportamento dos escritores alcoólatras. Não foi essa a minha intenção. Meu objetivo era descobrir como cada um desses homens – e, no caminho, alguns dos muitos outros que sofreram da doença – vivenciou seu vício e refletiu sobre ele. Quando muito, trata-se de minha fé na literatura e em sua capacidade de mapear as regiões mais difíceis da experiência e do comportamento humano”, afirma a autora.

A única maneira de tentar compreender os alcoólatras seria, então, pela investigação do que foi registrado em seus livros, cartas e diários. Acompanhada das grandes obras de cada um deles, Laing inicia sua viagem no lugar que Cheever escolheu para viver, escrever e beber – a mesma Manhattan que viu Williams morrer sufocado com a tampa de um frasco de colírio. Faz uma parada em Baltimore, onde Fitzgerald lutou contra a insônia enquanto tentava pôr um ponto final em Suave é a noite, e parte rumo ao sul, passando por Nova Orleans e pela Key West de Hemingway. Via St. Paul, cenário da malograda recuperação de Barryman, segue então para noroeste, chegando aos rios de Port Angeles, cidade em que Carver passou seus últimos anos.

Em paralelo, ao detalhar a maneira pela qual o álcool age no cérebro, Viagem ao redor da garrafa traça um “mapa topográfico do vício” e delineia desde os prazeres da embriaguez até as duras realidades do processo de reabilitação. Mas, como toda boa literatura, não oferece respostas precisas: sua narrativa lírica, desmistificadora e repleta de nuances é, acima de tudo, uma ode à arte da escrita.
                                                        


Me segura que eu vou dar um troço

Wally Salomão

104 páginas

Escrito durante a Ditadura Militar, quando Waly Salomão esteve preso no Carandiru por portar, nas palavras do próprio poeta, “uma bagana de fumo”, o livro surpreende pela dicção fluida e livre, que em nada remete à prisão.

Entre a prosa, a poesia e o ensaio, trata-se de uma obra visceral e revolucionária, determinante para o movimento de contracultura que floresceu no Brasil dos anos 1970. Este clássico volta agora em sua forma avulsa, capaz de nocautear o leitor por sua densidade, violência e radicalidade.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Livros da Semana - 7

Verifique se as edições em papel tem versão digital, compatível com Kindle (ou similares), smartphone ou tablet. Pode sair até 50% mais barato. 

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Como a Música ficou Grátis

Stephen Witt

272 páginas

Uma trama impressionante envolvendo música, crime, dinheiro e obsessão, cujos protagonistas são magnatas, pesquisadores respeitados, criminosos e adolescentes nerds fissurados em tecnologia.

Em "Como a música ficou grátis", o jornalista Stephen Witt investiga a fundo a história secreta da pirataria de músicas na internet, partindo dos engenheiros alemães criadores do mp3, passando por uma fábrica de CDs na Carolina do Norte da qual um funcionário chamado Dell Glover vazou cerca de dois mil álbuns ao longo de uma década e também pelo centro de Manhattan, onde o executivo Doug Morris dominou o mercado mundial do rap, e depois se aprofundando pelos redutos mais obscuros da web até um site ilegal quatro vezes maior que a loja do iTunes.

Por meio desses personagens, o autor constrói uma narrativa empolgante, remontando ao momento em que a vida comum se imbricou irreparavelmente com o mundo virtual, quando de repente todas as músicas já gravadas foram disponibilizadas de graça na internet.

Seguindo a tradição de escritores como Michael Lewis, Witt nos apresenta figuras inesquecíveis - inventores, executivos da indústria fonográfica, operários e ladrões - que transformaram toda uma forma de arte e revela o submundo dos piratas de mídias que revolucionaram o universo digital. Uma história nunca antes contada de ganância, astúcia, genialidade e fraude.

Como a música ficou grátis não é apenas um livro sobre a indústria fonográfica - é uma leitura obrigatória sobre a construção da própria internet.

Almanaque da Rádio Nacional

Ronaldo Conde Aguiar

192 páginas

Ao abrir as páginas do 'Almanaque da Rádio Nacional' e ouvir o CD inédito, com 33 faixas (aberturas, trechos e vinhetas dos programas mais memoráveis), o leitor-ouvinte vai se transportar àquela época fascinante e se maravilhar com a força criativa da Era do Rádio.

Em uma época em que era mais doce ser brasileiro, os acordes do prefixo da PRE-8 convocavam senhoras e meninos, funcionários e cozinheiras. Em torno dos pesados aparelhos à válvula, famílias, vizinhos e amigos sofriam com as paixões de O direito de nascer, gargalhavam com os inquilinos do Balança mas não cai, atentavam para o plantão do Repórter Esso.

Os potentes quilowatts emitidos pela Rádio Nacional foram os primeiros a abraçar os brasileiros em um único canal de comunicação. Se para o governo a Rádio cobriria todo o território brasileiro e seria o instrumento perfeito de coesão nacional, ela foi para a sociedade o palco privilegiado da formação da cultura popular brasileira.

A Rádio Nacional consagrou grandes ídolos, como Luís Gonzaga, Angela Maria, Francisco Alves, Orlando Silva. E que dizer dos grandes comunicadores, speakers, radioatores e crooners? Paulo Gracindo, Almirante, a PRK-30, Candinha, Emilinha, Marlene, Dalva, Jorge Goulart, Jararaca e Ratinho. Toda uma constelação chegava aos lares pelo milagre das ondas curtas.

Capitão América – a morte do sonho

Steve Epting

274 páginas

Ao longo de quase sete décadas, Steve Rogers lutou para defender os mais elevados ideais de seu país, nem que para isso tivesse de ir contra o próprio governo.

Imbuído desse sentimento, ele se lançou numa guerra inglória contra outros heróis - e perdeu. Uma derrota que lhe custou a vida, pondo um fim à incessante batalha do homem que era a personificação do chamado 'sonho americano'.

Neste terceiro volume de 'Marvel Deluxe- Capitão América', o roteirista e os ilustradores pretendem revelar a trama que privou o mundo de um de seus considerados maiores defensores. 

Luz e Sombra - Conversas Com Jimmy Page

Brad Tolinski
288 páginas

Jimmy Page foi líder, mentor, guitarrista e produtor da banda Led Zeppelin, que chegou ao fim em 1980, após a morte do baterista John Bonham. O autor gravou mais de 50 horas de entrevistas com o músico ao longo de 15 anos. 'Luz e sombra' busca compreender toda a carreira do guitarrista - o início como músico de estúdio, quando trabalhou com artistas que vão de Tom Jones, Shirley Bassey e Burt Bacharach a Kinks, The Who e Eric Clapton; suas relações com os outros três integrantes do Led Zeppelin - Robert Plant, John Bonham e John Paul Jones; o período em que sua atuação como guitarrista, compositor e produtor dominou o cenário musical dos anos 1970, e como sua genialidade continuou a ressoar em projetos posteriores.
Ao comentar as mais conhecidas músicas da banda, Page reflete sobre os momentos marcantes de sua vida e carreira, entre eles seu fascínio pelo ocultismo, o encontro com Elvis Presley e a realização de 'Led Zeppelin IV', sobre a qual oferece informações completas de bastidores. O livro também registra conversas entre Page e outros guitarristas, como o amigo de infância Jeff Beck e Jack White.
No documentário A todo volume, Jimmy fala brevemente o que a expressão 'luz e sombra' significa para ele: 'A dinâmica... do sussurro ao trovão; o som que atrai, que intoxica. O que mais me fascina na guitarra é que ninguém toca do mesmo jeito. Cada um tem o seu modo, e a personalidade sempre transparece'. Considere este livro uma expansão dessas ideias básicas e uma rara oportunidade de ouvir um mestre dos artistas explicar sua música. 
Antologia da Poesia Erótica Brasileira

Eliane Robert Moraes

504 páginas

Esta "Antologia da Poesia Erótica Brasileira" vem apresentar ao leitor as principais figuras de pensamento e formas de criação que compõem nossa lírica erótica desde o século XVII até os dias de hoje.
Figuram nela poetas de épocas, estéticas e contextos bastante diversos - de Gregório de Matos a Hilda Hilst, de Gonçalves Dias a Carlos Drummond de Andrade, de Álvares de Azevedo a Ana Cristina César, de Olavo Bilac a Ferreira Gullar, entre muitos outros - cujos versos se alternam entre a sensualidade meramente alusiva e a obscenidade mais provocante.

Lado a lado, eles se reúnem aqui para dar voz a um excesso que é, antes de tudo, o da imaginação.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Janis: Little Girl Blue, um ótimo filme

A roteirista e diretora Amy J. Berg acertou em cheio. O filme "Janis: Little Girl Blue" revela novos vértices da personalidade cronicamente carente e confusa da maior cantora de blues contemporânea, a texana de Port Arthur Janis Joplin.

O grande diferencial para outros filmes sobre Janis está na impressionante quantidade de cartas, fotos, áudios, filmes e vídeos inéditos, que são apresentados ao público em enxurrada. O documentário é diferente porque não trata a platéia como iniciados em Janis, ou em rock e, ao mesmo tempo, consegue satisfazer os conhecedores ao não se mostrar óbvio em nenhum momento.

A platéia se comove quando o filme mostra, por exemplo, a capa de um jornal de alunos do colégio onde Janis estudou em Port Arthur quando menina e adolescente. Os alunos a elegiam "o homem mais feio do ano". Isso mesmo: homem. A humilhação foi suficiente para faze-la chorar em público pela primeira vez, segundo revela um amigo daqueles tempos.

Rejeição afetiva, simpatia, carisma, a voz que desnorteou o mundo, a bebida, as drogas, em especial a heroína que matou a cantora em 4 de outubro de 1970, sozinha num hotel em Los Angeles. O filme é pontuado pelas inúmeras cartas que Janis enviou para a sua família, para mim uma novidade. Não pensei que sua correspondência com sua "casa" fosse tão intensa. 

Depoimentos no presente de jornalistas, produtores, amigos, músicos da banda que a revelou (Big Brother and Holding Company), chegadas e partidas de amores que sucumbiam diante da heroína. Seu último grande amor, um americano que conheceu no carnaval do Rio de Janeiro em 1970, para onde Janis veio fugindo da heroína, mostra uma brutal ironia do destino.

Vale a pena ver, ouvir, sentir e tentar entender Janis Joplin. "Little Girl Blue" está nos bons cinemas.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

A confusão gerada pelos e-mails mal escritos

                                                                           
"Joguei um limão n'água/Pesado, foi pro fundo/ A água ficou turva/ Camarão não tem pescoço." (Anônimo)

A colega Cora Rónai, do Globo, uma das maiores autoridades em computadores que conheço escreveu, tempos atrás, que os e-mails estão entrando em extinção. Segundo ela, as pessoas estão optando pelo uso de outras ferramentas mais ágeis como o whatsapp e as mensagens reservadas (inbox) no Facebook. Mas, enquanto isso, segue a barbárie.

Um amigo tem horror as chamadas novas tecnologias. Ele é um sujeito de opiniões fortes e sempre muito bem humoradas. Como exemplo desse seu horror ao que chama “dessas maquininhas” está um fato curioso. Ano passado ele participava de uma reunião, mesa grande, várias pessoas e percebeu que duas delas não paravam de mexer em seus celulares. A reunião acabou e ele, curioso, perguntou o que as duas estavam fazendo. “Estavam trocando mensagens pelos celulares, conta ele entre fulo da vida e achando graça. “Por que não esperaram a reunião acabar e foram bater um papo ao vivo?”, pergunta.

Mantenho uma relação íntima com a Comunicação das novas tecnologias desde o início dos anos 90. Com prazer mantenho este blog, escrevo para alguns outros sites, lancei um livro eletrônico, vulgo e-book, tenho um programa de rádio online enfim, vou fundo. Mas sou extremamente cauteloso quando o assunto é enviar e-mail.

A maioria das pessoas que troca e-mails comigo é desconhecida. A maioria não sabe escrever direito e, por isso, gera uma série de confusões, ruídos na comunicação e, muitas vezes, o que era para ser simples acaba numa grande babel regida pelo mal entendido. Se a nova Comunicação, em vez de e-mail, adotasse a pintura ou o desenho, eu estava ferrado. Não sei desenhar a mais tosca das árvores. Continuaria utilizando o telefone, telegrama, carta no correio, mas pintura e desenho jamais.

Só que muita gente, mesmo sem saber escrever (deixo claro que ninguém é obrigado a nada) dispara e-mails que chegam as raias do surrealismo. Mensagens respondendo “a lua surgiu, redonda como num tamanco, se você gosta de sorvete, por que roubaste minha bicicleta?" Como? 

Se eu não soubesse escrever, o máximo que teclaria num e-mail seria, por exemplo, "preciso falar com você" ou então, como disse ali em cima, partiria para o telegrama e telefone. Ainda mais agora que as operadoras de celulares estão se comendo no escuro e, tudo indica, essa caríssima modalidade de Comunicação tende a ficar menos extorsiva.


Não solto pipa perto das redes elétricas. Nunca enviei um desenho para qualquer pessoa como forma de Comunicação. Aliás, francamente, desisti de desenhar aos 15, 16 anos, quando percebi que não dou para isso. Quanto a quem manda e-mails sem saber escrever, sugiro que...sugerir o que? Que situação constrangedora. Tá bom, sugiro que não envie para mim porque detesto charadas.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Livros da semana

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A Literatura Como Turismo

João Cabral de Melo Neto
152 páginas

Ao longo de seus quase cinquenta anos de carreira diplomática, João Cabral de Melo Neto morou em países como Espanha, Inglaterra, Senegal, Equador e Honduras. A cultura e a paisagem desses lugares marcaram sua poesia de forma expressiva.

Sevilha talvez tenha sido a cidade mais cantada pelo poeta, mas não foi, de modo algum, a única. No Equador, por exemplo, o fascínio pela natureza e os índios dos Andes produziu joias como “O corredor de vulcões” e “O índio da Cordilheira”. Entrelaçados a esses poemas, os relatos memorialistas de Inez Cabral revelam ao leitor aspectos cotidianos da vida de João: seus hábitos, opiniões e gostos.
                                       

Felicidade Ou Morte


Clóvis de Barros Filho

92 páginas

De filmes e livros a propagandas de televisão, a todo momento somos instados a ser felizes. Pois, como diria o poeta, 'é melhor ser alegre que ser triste'. O desejo pela felicidade parece ser mesmo uma constante de nosso tempo.

Clóvis de Barros Filho e Leandro Karnal passeiam pela história e pela filosofia para pontuar como cada época e sociedade estabelecem sua própria definição das circunstâncias para o que seja uma vida feliz. E questionam se, sendo livres para escolher entre tantas possibilidades, estamos de fato mais próximos desse ideal.

O livro é certamente um encontro feliz entre os dois autores, que não deixam de tocar em aspectos mais desafortunados do tema, presentes quase como uma sombra indissociável de nossa condição humana. Afinal, poderia a felicidade denunciar certo contentamento com o infortúnio alheio? Ou estaria ela no amor pelo outro? Sem a felicidade, o que nos resta?
                        
                                                            

                                                   

A Maldição da Rainha do Rock

Mathilda Kovak

116 páginas

Como muitos adolescentes de sua idade, Tata é apaixonada por rock’n’roll. E também por livros, filmes, toy art, cartoons japoneses, mangá, HQ, pintura, escultura, ciência... Mas seu ídolo-mor é mesmo Samantha Fortune, a rainha do rock. Uma estrela excêntrica e misteriosa, que fascina Tata com seu olhar vítreo, seu jeito de ciborgue e seus riffs de guitarra. Uma pop star cuja idade é um mistério: como a diva pode estar há tanto tempo na cena rock e ainda manter a aparência tão juvenil?

Apesar de ter apenas 13 anos, Tata consegue driblar a vigilância da mãe e ir a um show de Samantha Fortune. O que ela não poderia sequer imaginar é que, a partir daquela noite, sua vida nunca mais seria a mesma.

Pendurada no alto de uma torre de luz, em busca de um lugar privilegiado para ver a diva roqueira, Tata é atingida por um raio. Para a perplexidade dos médicos, a garota sai quase ilesa do acidente – não fossem por alguns sintomas estranhos, como uma sede infinita e o inexplicável tom fluorescente que sua pele adquire. Mas estranho mesmo é o que acontece quando, meses depois, Tata recebe de presente uma guitarra, e passa a compor músicas num piscar de olhos. Basta tocar no instrumento para que canções inteiras brotem em sua imaginação. E mais estranho ainda é o fato de, um dia, Tata ouvir uma de suas canções sendo tocada no rádio, entoada por ninguém menos que Samantha Fortune.

Como a rainha do rock pôde roubar as músicas de Tata? Quem é, afinal, Samantha Fortune? Como Tata adquiriu tamanha capacidade para compor hits irresistíveis? Para desvendar esses mistérios, a adolescente conta apenas com a ajuda de amigos roqueiros – e nerds – iguais a ela, que acabam vivendo uma aventura que passa por temas tão diversos quanto telepatia, neurociência, tecnologia, genética, cosplay, redes sociais. E, claro, muito rock’n roll.

A maldição da rainha do rock é um suspense criado no universo de referências da Geração Y, mas com todos os ingredientes de uma cativante história à moda antiga: personagens que aliam valentia à imaginação, pitadas de humor, sequências de dar frio na espinha e até o começo de uma história de amor. Charmoso, esperto e imprevisível como é a juventude contemporânea. 

                                                                                                             


Nos Bastidores do Pink Floyd


Mark Blake

456 páginas

O Pink Floyd tem uma história secreta, conturbada e fascinante, que começa em Cambridge, na Inglaterra, nos tempos da Segunda Guerra Mundial, quando seus integrantes ainda eram crianças, e se estende até recentemente.

A vida e a música Roger Waters, David Gilmour, Nick Mason, Richard Wright e Syd Barrett, assim como seus conflitos, neuroses, medos, paixões e vitórias, são esmiuçados, em um relato que impressiona pela riqueza de detalhes.

Contendo entrevistas com dezenas de pessoas próximas aos músicos – amigos, namoradas, parceiros de trabalho, testemunhas, críticos musicais –, bem como depoimentos dos próprios membros da banda, Nos bastidores do Pink Floyd acompanha passo a passo a gênese do Pink Floyd e toda a sua carreira. 
                                                       
                                                           

Ansiedade 2: Autocontrole

Como Controlar o Estresse e Manter o Equilíbrio


Augusto Cury

192 páginas

Em Ansiedade 2 - Autocontrole, o psiquiatra e psicoterapeuta Augusto Cury revela os segredos para gerenciar o estresse e desenvolver o autocontrole, essencial para uma vida emocional saudável e plena. Além disso, apresenta a diferença entre ansiedade e estresse e ressalta que os dois são essenciais para a sobrevivência humana, mas que, como tudo na vida, precisam ser dosados.
Alguns dos conceitos utilizados pelo autor foram apresentados no mega best-seller Ansiedade - Como enfrentar o mal do século, como, por exemplo, a Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA), que vem pouco a pouco nos transformando em prisioneiros em nossa própria mente, suas consequências alarmantes e técnicas para enfrentá-la.
Neste novo livro, Cury usa partes de sua própria história - de adolescente desinteressado a pesquisador com livros publicados em muitos países - para mostrar como a ansiedade e a SPA podem sabotar a maturidade e impedir o ser humano de ser líder de si mesmo. Cury conta como ele mesmo utilizou essas técnicas para vencer o medo de fracassar e alcançar o êxito profissional e pessoal.  

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Milagres

Milagres existem.

Ninguém sabe como. Eles apenas acontecem.

Sem mais nem menos, é só pedir.
A quem?
A Deus.

Deus está cima de crenças, protocolos, formalidades, dialética. Se um ateu pede um milagre, terá um milagre. Ponto.

Milagres revertem o negativo, impedem o avanço do mal, agem radicalmente sobre tudo. Tudo o que pedimos.

Deus gosta de nossos pedidos. De todos, absolutamente todos. Para falar com Deus não é preciso carteirinha, basta pensar, ou falar, da maneira que quisermos.

Deus é livre. Deus ama os nossos problemas.

Milagres.

Use sem moderação, o tempo todo, o dia todo. Peça, peça, peça. Deus adora o que pedimos.

Peça agora. Peça saúde, peça trabalho, peça tudo. Até o que julga ridículo. Nada é ridículo para Deus.

Milagres existem.

E como existem!


Graças a Deus!